O problema é comigo ou o mundo está mesmo muito doente? Olha ao seu redor, quantas coisas “erradas” e “ruins” acontecem todos os dias que fazem com que você se sinta impotente diante da grandiosidade desse mundo que te consome?
O seu coração está no lugar certo?
E esse mundo que te consome com seu ódio, falsidade, esse globo burguês que endurece o poeta de rua? Esse falso moralismo pregado debaixo de nosso nariz pelos líderes que pregam sua ainda mais falsa ideologia religiosa e constroem verdadeiras fábricas de cérebros alienados que esperam a salvação vinda “de cima”? A relação humana atingiu um grau de insignificância que tornou o indivíduo tão individualista que já é incapaz de perceber que mais do que qualquer ajuda financeira, as pessoas precisam ser ouvidas, precisam ser amadas!
Ah, o amor não, por favor!
Me recuso a acreditar que o amor já tenha se tornado algo tão banal. Ele ainda existe, por favor, me digam que ele ainda existe! Alguém aí me diz que o sentimento de completude ainda depende de um outro ser e não de uma outra coisa! Não de toda essa parafernália moderna que a mídia insistentemente mostra como um novo membro!
Pra onde foi a alma que agora se alimenta de etílicos e mascara a dor do dia-a-dia que nos engole?
Mas não, por favor, não o amor! Não facilite com o amor! Talvez seja ele a única de nossa existência sem sentido que impede que, numa tentativa de não-dor, transforme-se em mineral esse seu órgão tão menosprezado que fica no peito.
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