quinta-feira, 26 de maio de 2011

Explicando...


Muitas coisas tem acontecido ultimamente. Final de semestre na faculdade deixa qualquer universitário doidinho, rs! Mas vai valer a pena!

Ótimos momentos com as pessoas que me cercam, embora tenha pouco tempo para aproveitar de verdade. Ahhh o tempo... meu dia teria que ter no mínimo 30 horas para que eu conseguisse fazer tudo o que quero.

Mas até que tenho me virado bem com as minhas simples 24 horas.

Sorte, sorte, sorte pra mim e pra você ;)

quarta-feira, 18 de maio de 2011

A polêmica do livro didático.

Acho que todo mundo já ouviu algo sobre a polêmica que causou o fato do MEC (Ministério da Educação) endossar um “erro” de português. A mídia sensacionalista (que, diga-se de passagem, representa os interesses da elite), espalhou esse fato mas não trouxe - quase que ninguém – para discussão.

Do livro, vi apenas fragmentos. Sendo assim, não sou a favor e nem contra. Talvez o comoabordar o assunto de variedades lingüísticas tenha sido equivocado, mas o que parece é que a proposta é que ela seja o único meio de comunicação numa determinada sociedade.

Sendo a língua utilizada como faculdade humana que permite que o sujeito apreenda o mundo e expresse seus pensamentos, então, para mim, está correta. Porém, se discutida como parâmetro social e domínio de estrutura e uso, o foco é diferente.

Não estou dizendo que não se deve mostrar que existe essa variação, até porque não podemos pensar no ensino de língua que não tenha heterogeneidade. Não se pode pedir que o sujeito que sai de uma realidade que não faz parte da elite pense que o que ele tem dito até hoje está errado. É uma violência não reconhecer que na oralidade somos mais inventivos, mais criativos. O que eu quero dizer, na realidade, é que a escola é o espaço propício de reflexão para que o sujeito entenda que não há certo ou errado (esse tipo de conceito é sempre preconceituoso e a língua, como instituição social, não trabalha nesse tipo de valor), mas existe o contexto. A obrigação da escola, como instituição burguesa, é ensinar a língua padrão para que o aluno consiga não só transitar em espaços diferentes daquele que já foi introduzido de nascença, mas que também possa se defender dela. O problema real é quando o ambiente escolar desconhece que o sujeito é poliglota dentro de sua própria língua.

E usar a língua padrão para se defender exatamente de quem? Da própria elite!

Siiim, a elite! Alguém aí já parou pra pensar que esse “erro” pode ter um propósito muito maior do que ensinar uma variedade lingüística?

Estabelecer um nível de distância entre a classe dominante e a classe dominada! Claro! A língua padrão tem prestígio porque representa uma classe social. Já repararam que só é estranho o que a elite acha estranho? Quer um exemplo? Olha aí:





E aí, algo estranho? Não? E a crase? Pois é! Faltou a crase na frase. Seria: Barack Obama fala à Veja. E agora, por que será que isso não teve repercussão? Bom, a Veja é uma revista que tem como público elitizado. Pois é, a elite pode, né?

Eu não falo a língua padrão o tempo inteiro. Ninguém fala a língua padrão o tempo inteiro.

Mas as verdadeiras questões são: Como mostrar nos livros didáticos essa variação? Como a escola deve lidar com a diversidade no ensino didático? E para quem, como eu, ainda não conseguiu analisar o livro de perto, deve-se refletir: Em torno de que discussão o livro discorre? Qual a proposta de análise que ele oferece ao professor?

Enfim, a questão não é estar ou não no livro. É a legitimidade da língua.

Mas essa é só minha opinião =)

quinta-feira, 12 de maio de 2011

"O Morro".


Sou uma pessoa curiosa. E isso muitas vezes pode ser ruim. E foi assim que eu conheci, por uma colega de faculdade, a versão MTV de “O morro dos ventos uivantes”.

Só pela capinha do DVD, já uma coisa um tanto quanto intrigante: O Heathcliff loiríssimo, quase o irmão desaparecido da Xuxa.

Ah, detalhe: nessa versão, ele é simplesmente Heath. O Hindley é Hendrix, o Edgard é Eddie, Isabella é Isabel e a Kathy... bom, ela é Cate mesmo. E O Morro dos ventos uivantes é só “O Morro”, claro, até porque é uma casa na praia.

E gente, olha o papo estranho que rola logo no início do filme:

Cate: "Eu te amo e juro que se vc me abandonar, eu te mato".
Heath: "Eu ressuscitaria e te mataria pra ficarmos juntos".
Cate: “Se você me matar, eu volto pra te assombrar”.
Heath: “Promete?”.

Cara, foge! A mulher vai te matar! Ela tem no mínimo um probleminha! Tá, até esse momento, era de se esperar uma coisa assim da versão MTV.

Bem, algumas cenas adiante, Eddie encontra Cate após um acidente de carro. Ela estava desacordada e ele a pegou nos braços e levou até sua casa. Agora, imaginem a cena: uma família jantando. Um cara chegando com uma mulher ferida nos braços. Há a mesa de jantar e alguns sofás e poltronas. Onde ele a coloca? No sofá ? NÃÃÃÃÃÃO! Ele tira os pratos da mesa e joga ela lá. Sim, ele JOGA! What a hell?!

Após a crise de risos, continuei a assistir... até que... do nada parece que sentei em cima do controle remoto e mudei sem querer para um filme pornô! Foi o seguinte: A Cate estava na banheira cantarolando uma bobagem qualquer e Isabel (de mini saia, diga-se de passagem), entra sem bater e já arrebata: “Deixa que eu esfrego suas costas. Nossa, você está tão tensa!”

A ceninha mais famosa do livro e que faz as meninas suspirarem não escapou da versão da MTV: “Eu sou Heath” vem em sequência da frase “Eu e ele somos uma só pessoa”. Acredito que para deixar tudo bem explicadinho, né? CLARO! Detalhe: isso aconteceu depois de um festão da Isabel na casa dos Linton.

Sutileza? Bobagem! Na cena seguinte, Cate literalmente puxa Eddie para a cama... e assim o novo relacionamento da moça é consumado!

Ah, já ia me esquecendo: todos são músicos e cantores. Bem High School Musical!

Quando o Heath começou em sua turnê, eu comecei a ficar irritada. Sabe, achei que o filme duraria menos do que realmente durou.

A única ponta de intensidade que senti no filme foi na cena em que Isabel chora em meio a uma multidão do show de Heath, quando ele dedica uma musica à Cate. A expressão no rosto dela...ela realmente parecia enlouquecida! Foram os minutinhos que prenderam minha atenção.

Bom, não quero mais falar sobre próximas cenas, só digo que... é tudo muito engraçado.

Um tempo depois, ela fica grávida, mas e aí? Quem é o pai? Quando Eddie questiona, ela não sabe responder. E olha que agora ele virou macho! Quer saber de quem é o rebento. Até a ameaçou de morte! Uia!

Definitivamente, essa mulher bebeu! Foi na beira de um... é um penhasco aquilo¿ Se enfiou numa caverna pra ter um bebê em uma gravidez de risco! E adivinha quem vai lá encontrar com ela¿ O nosso garanhão loiríssmo emo-rockstar-motoqueiro Heath! Ela dá a luz ao bebê e morre em seguida. Ok, isso já era previsto...

E o filme encerra com uma das musiquinhas água com açúcar o Heath, enquanto ele anda de moto com a filha (dele?) na garupa...

Agora, e o Eddie? Booooa pergunta!


> Na foto, da esquerda pra direita: Hendrix (Hindley), Eddie (Edgard Linton), Cate, Heath (Heathcliff), Isabel (Isabella) e... essa de vermelho aparece umas duas ou três vezes no filme e sinceramente, não sei quem é.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Numa quinta-feira...

Antes de qualquer coisa, vou explicar:

Era uma quinta-feira, aula de Semântica, e nosso professor pediu que produzíssemos um determinado tipo de texto. Fizemos outro para entregar e esse... Bom, esse nasceu de uma brincadeira. Segue:



"Minha amada
Morreu afogada
Coitada, coitada
Afogada, afogada
Do nada, ao nada
Até nada
Um dia nada
Afogada...
Bóia, danada!"



Produzido por: Ana Paula, Jecimar, Ronaldo e Zé Luíz.