terça-feira, 26 de abril de 2011

Histórias de Páscoa.


Estou aqui um pouco mais tarde do que o normal para uma terça-feira (são 23:20, esse blogger é doido e eu não sei arrumar o horário dele! Rs!). Esse é um post que eu queria ter escrito no domingo, mas não consegui por N motivos, então vamos lá.

Eu não sou de uma família muito religiosa, então a Páscoa aqui em casa não é um grande acontecimento. Sim, tem os ovos de chocolate. Sim, tem o peixe e sim, tem aquelas histórias dos parentes mais velhos. Dessa vez, vou contar uma história que minha mãe conta todo ano e desta vez quero fazer diferente: vou escrever como se fosse ela aqui falando com vocês, vamos ver como fica.

Eu era noite de um rapaz. Um rapaz bonitão, rico e que me deu um anel grandão de diamantes que era de dar inveja, você precisava ver! Como eu sou gêmea, minha irmã também era noiva e eles eram primos (quanta coincidência), iríamos fazer um casamento duplo. A coisa mais linda! Mas depois de um tempo, eu comecei a suspeitar do rapaz. Ele vivia muito colado com a prima dele... Um dia, resolvi chegar a sua casa sem avisar! Abri a porta e dei de cara com a prima em seu colo! Ora! Isso por acaso é atitude de primos? Mas é claro que não! Não tive dúvidas: arranquei aquele diamante do dedo e joguei no colo dele! Comigo é assim! Ou é ou não é! Não tô certa?

(Pausa)

Um tempo depois eu conheci outro rapaz. Dono de restaurante e tudo o mais, mas durou pouco mais de dois meses. Sabe o motivo? Eu conheci o seu pai! É! Ah, coitado daquele outro rapaz... Chorou tanto quando percebeu que eu iria largá-lo! Mas fazer o que né? Não escolhemos essas coisas...

(Pausa, sorriso)

Quando seu pai me pediu em casamento, eu disse que só colocaria um anel em meu dedo se fosse de diamantes. E ele? Ah, ele me disse que já que era assim, eu não teria anel nenhum!

(Risos)

Não nos casamos, mas ficamos juntos os próximos trinta anos de nossa vida, até que ele faleceu... Trinta anos... isso já é um casamento não é?

Bom, eu só queria compartilhar essa historinha que já me é bem familiar.

Espero que tenham aproveitado o feriado prolongado, pois outro desse sóóó ano que vem!

Hora de descansar, essa semana promete ;D

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Sobre a (falta de) educação


No curso de Letras a questão da educação está sempre em foco. Ao longo de três anos, temos aulas de Metodologias de Ensino, Práticas de ensino, Ética e educação, Didática, entre outras em que sempre discutimos a postura dos alunos, professores, sociedade e governo em relação ao ato de educar. Já dizia Aristóteles (e assim seguiu Paulo Freire) que o conhecimento está dentro do sujeito (maiêutica) e que o trabalho do mestre é fazer com que seu aluno reflita no todo e chegue a esse saber que nasce no processo do diálogo (dialética).

Pois bem. Depois de três anos falando sobre a educação, quero falar sobre a falta que ela faz em alguns indivíduos. E ainda vou me permitir sair um pouco do foco da educação bancária (a que se adquire nos bancos escolares). O que eu quero compartilhar hoje é sobre o que observei nesses últimos dias.

Bom, o primeiro acontecimento foi na própria universidade. Uma amiga minha é professora e também monitora de Leitura e produção textual. Eu assisto as aulas dela sempre que possível e nessa terça-feira aconteceu algo inusitado. Uma aluna dela (que, aliás, cursa Pedagogia) por algum motivo tinha que sair correndo da sala e achou que sua pressa justificaria ela bater a porta na cara de sua monitora (sim, ela literalmente bateu a porta NA CARA da monitora). Fui trabalhar pensando nisso ontem... Caramba, ela é uma futura pedagoga!

Hoje, eu tive um outro exemplo da falta que a educação faz: A vice presidente da empresa que eu trabalho precisava de mais espaço em uma mesa e jogou a caixinha do óculos de uma das meninas, no chão! Como assim?! Ela não deveria ser um exemplo dentro da empresa que o pai dela construiu sozinho ela ajudou a construir?!

Numa sociedade tão individualista, percebo o quanto o trabalho do professor é importante. Naquelas famosas reuniões de pais e mestres, você acaba percebendo que, infelizmente, pra educar os menores, antes, são alguns adultos que precisam de educação... Mas isso já é assunto pra outra postagem ;) .

P.s. Bom feriadão prolongado, galera!

domingo, 17 de abril de 2011

A Virada não vira mais...

Ai que soninho! Cheguei tarde da Virada Cultural, acordei mais cedo do que pretendia e agora estou com dificuldades para voltar a dormir. Sabe quando você tem muitas e muitas coisas na cabeça e elas ficam querendo te enlouquecer? Enfim, eu não tenho muito o que falar sobre a Virada, já que depois de pouco mais de uma hora eu desisti e fui pra Augusta, mesmo! Caipirinha, chopp (pra ele) e batata frita com a lua linda que estava, tem coisa melhor? Haha! É, a virada não vira mais...

Essa semana, principalmente no trabalho, foi bem agitada. Aconteceu muita coisa! E sexta feira eu estava mais sensível que o normal, mas também... Na minha aula de Literatura, lemos “Soneto da fidelidade”, “Soneto da separação” e “Pra viver um grande amor”. Preciso dizer mais?

Agora, é só pensar no feriado prolongado que está chegando ;D !

Bom, vou descansar que tenho um outro compromisso hoje a noite e aula amanhã cedo. Como faz?!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

O dia em que Guimarães Rosa se revirou no túmulo.




Galera, antes de qualquer coisa, vejam:http://maisvoce.globo.com/MaisVoce/0,,MUL1658664-10345,00-MARIA+DO+BBB+ESTREIA+COMO+REPORTER+DO+MAIS+VOCE.html

Sim, você viu isso. A ex-BBB foi até a Uninove fazer graça. Nós recebemos a notícia da Professora/Coordenadora de que iríamos fazer uma brincadeira e a Globo daria algo como um roteiro para orientar. Ok. Não preciso dizer que não foi nada disso o que aconteceu, não é mesmo? A sala encheu de gente que eu nunca vi na vida e que depois fiquei sabendo que eram dos primeiros, segundos e terceiros semestres. Nesse momento o arrependimento em não ir logo trabalhar começou a bater...

O combinado era que a equipe chegasse às 12:00, mas chegaram quase às 13:00. A palhaçada toda durou quase uma hora, então vocês já conseguem ter uma noção do quanto foi cortado na edição do quadro. Mas sabe... Poderiam ter cortado muito mais! Sério!

Comparar Guimarães Rosa com a Maria?! Um dos mais importantes escritores brasileiros comparado com a Maria?! Inovações de linguagem com um o neologismo inconseqüente ?! “Grande Sertão: Veredas” com “Mariando” ?! O terceiro ocupante da cadeira 2 da Academia Brasileira de Letras e... a Maria?! É melhor eu parar por aqui...

Ah, e em relação ao século de dez anos, eu nem vou comentar... E nem sobre a postura da sala... Deixa pra lá!

A Maria foi bem simpática, apesar de ficar óbvia a falta de experiência dela como repórter. Tirou foto com a galera depois da gravação apesar do produtor ficar gritando “A Maria tem que ir, a Maria tem que ir” (santa educação!).

Vai, não vai? Vai e vai correndo, por favor!

Agora depois de assistir esse vídeo e ler a reportagem, eu peço que vocês sejam sinceros comigo: Qual a impressão que vocês tiveram dos estudantes de Letras?

Ah, fiquei sabendo agora que ela visitou o Museu da Língua Portuguesa. Alguém pare essa mulher, please!!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Nostalgia.


Essa foto foi tirada no primeiro ano de faculdade. Acho que puxando pela memória, consigo identificar sete pessoas que desistiram de cursar. Claro que isso não é nada, levando em conta que antes éramos em duas salas de mais ou menos trinta alunos cada. Com todas as desistências que aconteceram, juntaram as salas e formamos uma única turma grande, com pouco mais de quarenta alunos. No começo desse nosso último ano, muita gente sumiu. Alguns fizeram transferência para a noite e outros (cada um com seu problema pessoal), infelizmente parou com o curso.

Comecei com toda essa retrospectiva, porque uns dias atrás uma amiga querida tomou a decisão de trancar. Isso me fez pensar sobre todas as pessoas que eu já conheci na universidade e que tomaram rumos tão diferentes do que os pretendidos inicialmente. Das pessoas que eu lembro, uma virou comissária de bordo, outra está fazendo um curso ligado à tecnologia e o terceiro não está mais estudando, mas está feliz trabalhando na C&A! É engraçado pensar que toda essa galera aí da foto (lembrando que não estão todos aí), vai seguir caminhos diferentes a partir do ano que vem. Formados ou não, cada um irá olhar pra essa mesma foto que estão olhando agora e contar pra alguém algumas histórias sobre a graduação em Letras da Uninove.

Marilda: Já sinto sua falta!

sábado, 9 de abril de 2011

Desabafo.

O problema é comigo ou o mundo está mesmo muito doente? Olha ao seu redor, quantas coisas “erradas” e “ruins” acontecem todos os dias que fazem com que você se sinta impotente diante da grandiosidade desse mundo que te consome?

O seu coração está no lugar certo?

E esse mundo que te consome com seu ódio, falsidade, esse globo burguês que endurece o poeta de rua? Esse falso moralismo pregado debaixo de nosso nariz pelos líderes que pregam sua ainda mais falsa ideologia religiosa e constroem verdadeiras fábricas de cérebros alienados que esperam a salvação vinda “de cima”? A relação humana atingiu um grau de insignificância que tornou o indivíduo tão individualista que já é incapaz de perceber que mais do que qualquer ajuda financeira, as pessoas precisam ser ouvidas, precisam ser amadas!

Ah, o amor não, por favor!

Me recuso a acreditar que o amor já tenha se tornado algo tão banal. Ele ainda existe, por favor, me digam que ele ainda existe! Alguém aí me diz que o sentimento de completude ainda depende de um outro ser e não de uma outra coisa! Não de toda essa parafernália moderna que a mídia insistentemente mostra como um novo membro!

Pra onde foi a alma que agora se alimenta de etílicos e mascara a dor do dia-a-dia que nos engole?

Mas não, por favor, não o amor! Não facilite com o amor! Talvez seja ele a única de nossa existência sem sentido que impede que, numa tentativa de não-dor, transforme-se em mineral esse seu órgão tão menosprezado que fica no peito.

sábado, 2 de abril de 2011

Um pouquinho de futilidade faz bem!


Hoje foi dia de passeio na Augusta. E algumas comprinhas (inevitável). Gente, como eu andei! Foi divertido, apesar de querer a companhia de uma pessoinha que não pode ir. Mas tudo bem!

Agora estou pensando em amanhã: Passeio (de novo na Augusta) com a Jaqueline e a Rita, minhas letristas preferidas s2 !

E a noite vai começando com uma Smirnoff... quer?



Foto: Sick'n'Silly Store, que fica na Galeria Ouro Fino.